SPFW/Verão 2011 – PRECIOSISMO
Coleções ricas em detalhes, pesquisa de materiais e texturas e valorização do artesanato. A criatividade para saber trabalhar com elementos tão simples que fazem parte do nosso cotidiano. Ou então assumir a ousadia de buscar o inusitado, o diferente em tecidos que parecem fórmulas de laboratório.
(Nereide Michel/Fotos: Agência Fotosite)
Ronaldo Fraga: “Turista Aprendiz”, de Mario de Andrades (uma das inspirações do estilista) aprende muito no sertão nordestino, das rendas e bordados. O “feito à mão” é um luxo, cada vez mais valioso no confronto com as máquinas.
Lino Villaventura: o preciosismo é corriqueiro e rotineiro para o estilista, que trabalha cada peça como uma obra de arte. Cada roupa tem sua história – dramática ou engraçada – no seu atelier/palco/passarela.
Jefferson Kulig: o estilista curitibano continua investindo na pesquisa de tecidos, texturas, estruturas têxteis e materiais. Franjas, barras desfiadas, telas metalizadas silicone e plástico. Seda, tafetá, palha, tressê da indústria moveleira…
André Lima: cada vestido é uma escultura que veste um corpo.
Maria Bonita: fotos de Anna Mariani, de fachadas e platibandas nordestinas, estão na origem de roupas que remetem dobradiças, barras de maderas, laminados, marchetaria… Casas pintadas com cores desbotadas pelo tempo, matizes de barro queimado.
V.Rom: desconstrução (descontração) da alfaiataria. Moda masculina ganha minucias e inquietação.
Animale: roupas esportivas e funcionais misturam-se ao rústico artesanal, aos “empapelados” com película de alumínio, couro com elastano num jogo de texturas e apelo tecnológico.
Rosa Chá: danças de salão são inspiração nostálgica em peças estruturadas plenas de canutilhos, metalizados e espelhados. Maiôs “corsetados” e vestidos com muito tecido que convidam a bailar.
Glória Coelho: sistemas da Natureza (biológicos, matemáticos, físicos, mecânicos) simplificados no uso de tiras de tecidos, de uma forma ordenada.
Reinaldo Lourenço: nos detalhes está o preciosismo do estilista: fitinhas de organza, bordados, cores da paleta pop-art e design inspirado em automóveis.
Amapô: O Maracatu, faz parte das tradições nordestinas. Franjas coloridas – referência nas fitinhas das fantasias, couros, bordados, babados mergulham na cultura brasileira.
Fernanda Yamamoto: capital paulista vista de cima inspira estampas abstratas. Gaze de seda trabalhada durante meses para ficar texturizada, efeito feltro, recortes geométricos de lã, material que também arremata nervuras. Plissados, dobraduras e toques e retoques artesanais.
João Pimenta: encontro inusitado entre a Família Real e os reis do surf. Macacões para pegar onda estruturados em tapeçarias. Bermudas em tafetá. Laços e rendas. D. João VI e os Meninos do Rio.
Wilson Ranieri: a moulage é uma arte de domar tecidos, conforme a sua vontade. Misturas de seda, delicados bordados.
Samuel Cirnansck: O Halloween é a inspiração para atrair um público jovem e baladeiro em looks paetizados, canutilhados, perolados, bordados, dourados e muito brilho. Látex, ferro e poliamida entraram no atelier do estilista.
Cia Marítima: a moda praia brasileira tem seu formato. Pedrarias surgem para arrematar e enriquecer maiôs, biquínis, alças e tiras em clima de Marrocos e “Mil e Um Dias”…












































